Dra. Juliana Molina na TV Doutor: Insônia e Dicas para Dormir
10 de janeiro de 2018

Febre Amarela: Idosos podem vacinar?

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda transmitida pela picada de um mosquito infectado. Temos as versões silvestre e urbana, a primeira é transmitida pelos mosquitos das espécies Haemagogus e Sabethes sendo a que temos registros de casos e a segunda pelo Aedes Aegypti espécie comum nas cidades.

Os sintomas da doença vêm com o surgimento súbito de febre alta, cefaleia intensa e duradoura, falta de apetite, náuseas e dor muscular.

Como a vacina é composta pelo vírus vivo atenuado, pode aumentar a chance de haver algum efeito colateral. No caso dos idosos, por poderem estar com imunidade baixa, este risco de reação adversa aumenta podendo ter dor de cabeça, dor muscular e febre após a aplicação da vacina.

Idosos devem ser vacinados nas mesmas condições do restante da população, ou seja, em caso de viagem ou moradia em locais de riscos, mas todos os idosos devem ser avaliados em sua condição pelo médico que o acompanha e irá analisar os riscos e benefícios conforme cada indivíduo, em especial se apresentar alguma doença.

Contraindicações:

Pessoas com histórico de eventos adversos graves em doses anteriores.

Pessoas com histórico de anafilaxia comprovada em doses anteriores ou relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina bovina ou outras).

Pacientes com imunossupressão grave de qualquer natureza:

  • Imunodeficiência devido a câncer ou imunodepressão terapêutica.
  • Pacientes infectados pelo HIV com imu- nossupressão grave, com a contagem de células CD4 < 200 células/mm3 ou menor de 15% do total de linfócitos para crianças menores de 13 anos.
  • Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imunomo- duladores).

Pacientes submetidos a transplante de órgãos.

Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica).

Pacientes portadores de lúpus eritematoso sistêmico tendo em vista a possibilidade de imunossupressão.

Medidas de prevenção e controle da infecção:

A vacinação é a principal medida de controle da febre amarela, e durante a ocorrência de um surto da doença recomenda-se vacinação das pessoas não vacinadas que residem ou vão se deslocar para a área de risco. As áreas com recomendação da vacina (ACRV) são determinadas pelo Ministério da Saúde e mudam periodicamente, de acordo com o resultado de estudos de vigilância em primatas não humanos e com a ocorrência de surtos.

  • Usar repelente de insetos enquanto estiverem acordados. Devem ser aplicados em toda a área de pele exposta respeitando os intervalos orientados pelos fabricantes.
  • Proteger a maior extensão possível de pele por meio do uso de calça comprida, blusas de mangas compridas e sem decotes, de preferência largas, não coladas ao corpo, meias e sapatos fechados. O uso de roupas claras facilita a identificação de mosquitos e permite que eles sejam mortos antes de picarem o indivíduo.
  • Não usar repelentes por debaixo das roupas. Podem ser usados por cima das roupas; seguindo orientações dos fabricantes.
  • Passar o maior tempo possível em ambientes refrigerados, com portas e janelas fechadas e/ou protegidas por telas com trama adequada para impedir a entrada de mosquitos.
  • Dormir sob mosquiteiros corretamente arrumados para não permitir a entrada de mosquitos (abas de abertura sobrepostas e barras inferiores embaixo do colchão); preferencialmente dormir debaixo de mosqueteiros impregnados com permetrina.
  • Usar repelentes ambientais (sprays, pastilhas e líquidos em equipamentos elétricos) durante todo o tempo em que estiverem em ambientes domiciliares ou de trabalho, inclusive à noite.

Fontes: Folha de S. Paulo, Dra. Maisa Kairalla, Guia para Profissionais de Saúde, Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Geriatria de São Paulo.

Para informações atualizadas sobre febre amarela:

Ministério da Saúde

Organização Mundial da Saúde

Sociedade Brasileira de Infectologia